FIQUE POR DENTRO DA CIRURGIA PLÁSTICA DE MAMA
FIQUE POR DENTRO DA CIRURGIA PLÁSTICA DE MAMA
As cirurgias plásticas de mama ocupam o segundo lugar nas cirurgias plásticas mais realizadas no país. Além dos motivos estéticos, de se buscar curvas perfeitas, existem indicações médicas para algumas mamoplastias, como a redução de mamas muito grandes que trazem prejuízo para a saúde e bem-estar. Mas seja qual for o motivo, antes de se submeter a uma cirurgia plástica de mama (de aumento, redução ou levantamento), apesar dos ótimos resultados geralmente alcançados, deve-se conhecer os riscos e não criar falsas expectativas.
As cirurgias plásticas das mamas, também chamadas de mamoplastia, compreendem a cirurgia redutora, de aumento e de levantamento das mamas.
Há uma grande procura pelas próteses de silicone em busca de seios fartos e curvas sensuais. Os motivos da realização das cirurgias de mama, no entanto, não abrangem apenas aspectos estéticos, mas também físicos, como no caso da mamoplastia de redução para aliviar o desconforto, dores nas costas e até mesmo infecções de pele causadas pelo suor e pela formação de sulcos e feridas nos ombros, devido ao peso das mamas.
A mamoplastia de aumento é indicada para pacientes com mamas pequenas ou que, após amamentação ou perda de peso, tiveram grande redução do volume mamário. É realizada através da colocação de próteses, visando uma melhor harmonia entre a forma e o volume das mamas, com aumento e suspensão para casos de mamas caídas.
Atualmente existem vários tipos de próteses. Elas podem ser de gel de silicone ou de solução salina, com bolsa de tecido liso, rugoso ou texturizado, ou ainda recobertas por uma camada de poliuretano. As mais utilizadas atualmente são de silicone texturizado e as recobertas com poliuretano, porém o tipo de prótese e o seu tamanho devem ser discutidos com o cirurgião.
A colocação pode ser feita de várias formas: incisão embaixo da aréola mamária, incisão no centro da aréola incluindo o mamilo, embaixo do sulco das mamas ou um corte horizontal na região interior da axila. O pós-operatório é mais doloroso quando a prótese é colocada embaixo do músculo do tórax, porém isso permite maior proteção do implante. Cada método tem suas vantagens e desvantagens, devendo a escolha ser feita em conjunto pelo médico e paciente, após discussão sobre os prós e contras de cada técnica.
Devido às suas características, é recomendável a troca da prótese de mama a cada 10 anos.
A anestesia pode ser geral, peridural ou local com sedação. A paciente normalmente fica internada por 24 horas.
O resultado quanto à forma já é bastante evidente no pós-operatório. Durante o primeiro mês há redução do edema (inchaço) e a cicatrização ganha força. Contudo, o resultado definitivo se dá aos 6 meses, devido ao amadurecimento da cicatriz, e persiste por um longo tempo, sendo influenciado pelo aumento de peso e pela força da gravidade.
A cirurgia de redução da mama é recomendada em casos de mamas aumentadas, infecção cística das mamas, dor nas costas, cabeça, ombros, pescoço e mamas provocada pelo peso das mamas grandes, perda de sensação nas mamas, problemas para dormir relacionados a mamas grandes, estrias, dentre outros.
Para a redução no tamanho da mama, retira-se parte do tecido mamário e os mamilos podem ser deslocados para uma posição superior por motivos estéticos. A operação pode durar até 6 horas e é realizada com peridural, anestesia geral ou anestesia local com sedação. A paciente fica hospitalizada de 1 a 3 dias.
Nos primeiros meses a cicatriz encontra-se avermelhada, tornando-se esbranquiçada com o tempo. Por volta do terceiro mês ocorre a "acomodação" da mama. O resultado final é alcançado entre 6 meses e 1 ano.
As mamas após a puberdade são rígidas devido à quantidade de glândula. Com o passar do tempo, há diminuição da quantidade de glândula, aumento da gordura e tendência à queda da mama. A mamoplastia de levantamento tem como objetivo reverter esse quadro, suspendendo a mama e retirando o excesso de pele e tecido mamário existente.
O procedimento dura aproximadamente duas horas, dependendo da extensão da cirurgia, e é realizado mais frequentemente com anestesia geral.
Além dos riscos gerais de qualquer cirurgia e anestesia, há risco, embora raro, de formação de cicatrizes grandes com tempo prolongado de cicatrização, hematoma, infecção e quelóides (conforme predisposição individual da paciente) em todos os tipos de mamoplastia.
Entre as complicações específicas da mamoplastia de aumento pode ocorrer infecção e rejeição de próteses. Atualmente já existem estudos suficientes comprovando que não há relação entre colocação de prótese e aumento da probabilidade de câncer de mama. A amamentação também não é prejudicada com a colocação das próteses.
Quanto às cirurgias de redução e levantamento das mamas, as complicações possíveis incluem posição assimétrica dos mamilos, perda de sensibilidade local, incapacidade de amamentar (pela retirada de grande parte das glândulas mamárias), abertura de pontos e machucados na pele.
Os riscos emocionais incluem a sensação de que as mamas parecem imperfeitas ou de que a reação das outras pessoas não é a esperada.
Ao considerar a hipótese de fazer uma mamoplastia, deve-se consultar um cirurgião plástico e expor suas expectativas para obter uma aparência melhor. A estabilidade emocional é um fator importante.
As cirurgias das mamas podem renovar a autoconfiança e melhorar a aparência, mas o resto depende da própria pessoa.
By Dra Janete Clívea
CRM 11.112
Membro Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Acesse: www.janeteclivea.com.br